quinta-feira, 27 de maio de 2010

Paralisei.

Não sei a verdade, mas talvez saiba um pouco da mentira. O que eu sei é que "tu" me ligaste, que aquela música estava a tocar e que tu estavas a cantar, no inicio pensei: que saudades que eu tenho disto, mas depois nada era real, tudo parecia tão distante, parecia mais uma das minhas viagens ao passado, mas depois olhei para o teu telemóvel, eras mesmo tu, naquele momento, só tu, eu e a musica. Perdi o controlo e comecei a chorar, o meu corpo começou a tremer e só tive vontade de gritar, de te pedir para parar, mas também não fui capaz, ouvi-te, ouvi a musica a seguir, depois falei, nao respondeste, disse algumas coisas sem sentido terminando em desculpa sem saber muito bem por que e desliguei, passado um bocado uma mensagem tua chegou, e entretanto as lágrimas ainda não tinham parado, tinha sido supostamente o teu irmão, tinha sido tudo uma mera coincidência ou uma forma de falares comigo, mas aposto mais na coincidência, como é que uma brincadeira de uma simples criança me pode deixar assim, como? ele não tinha a mínima ideia do que estava a fazer, ainda não tem, e provavelmente não vai ser a ultima vez que o vai fazer, se foste tu, devias ter admitido, se foi realmente ele, ele volta a ligar, porque ele sabia que eu estava a chorar.
Isto foi apenas à uns minutos atrás.

sábado, 22 de maio de 2010

FOGO!

DESAPARECE DO MEU PENSAMENTO!

Hoje chorei por ti, outra vez...

As tuas palavras não me saem da cabeça, aqueles segundos, minutos, horas não desapareceram contigo, colaram-se tapando-me todas as saídas. Quem me dera que simplesmente fizesses puf, ou talvez não, não sei, talvez porque nunca te poderei esquecer enquanto nunca te quiser perder.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Para "eles"

Existem momentos em que devíamos estar aos pulos de alegria, mas que entanto não somos capazes, momentos em que toda a gente que nos é querida e precisa de nós e quando as palavras se esgotam que chegamos a um ponto e não sabemos o que mais fazer. em que não podemos fazer nada, dando-nos uma sensação se impotência enorme. Quem me dava força eram todas essas pessoas, as vezes à vez outras nem tanto, mas agora são elas que não estão bem, é a elas que tenho de dar força, de ajudar, mas acho que não sou capaz, acho que não sou corajosa o suficinte para isso, como posso eu dar conselhos sobre uma coisa que me deu tanta dor à tão pouco tempo, que transformou o meu quarto quase que numa prisão, em que as lágrimas escorriam sem autorização e que nada fazia sentido, acabei com essa prisão e tornei-me livre, deixei de me importar e tornei-me feliz. Quando dei por mim, chorar já não fazia sentido, para que? nada iria mudar o que estava a acontecer, não valia a pena estar mal por algo (alguém) que não o merece. Quem me dera que eles percebessem isso mais cedo que eu, quem me dera que eles não cometessem os mesmo erros que eu. quero que muito menos lágrimas sejam desperdiçadas e que muitos mais sorrisos iluminem o meus olhos, porque é graças a eles que eu consigo sorrir, aproveitar um pouco mais da vida e principalmente é por eles que eu sou feliz, porque eles são as pessoas mais importantes, porque eles são a minha vida, e porque foram eles que me tornaram na pessoa que sou hoje!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Fantasma.

Foste o meu primeiro amor, e desse cargo nunca ninguém te vai tirar, agora peço-te por favor, solta-me disto, solta-me de ti, porque o que fizeste até agora ainda não chegou, é o momento certo para te redimires, eu tenho o direito de ser feliz. Agora já percebo porque que me perguntavas se eu achava que ia conseguir ser feliz contigo, a pouco e pouco fui-me apercebendo de tudo, e todas aquelas lágrimas por ti deixaram de ter um significado, e por isso pararam, não me perguntes porque, mas deixei de chorar por ti, embora as vezes quando estou quase a adormecer venha um fantasma assustar-me e eu chore um pouco, mas não é por ti, é apenas por todo o tempo que desperdicei contigo. Umas vezes o fantasma desaparece com um copo de leite, outras com a música , umas simples palavras escritas, uma ida à casa-de-banho ou até com umas voltinhas na cama, mas outras não me larga, não me deixa adormecer e muito menos cair no meu único mundo de fantasia, os sonhos que são uma e outra vez interrompidos por ti não me deixando descansar o suficiente para te enfrentar no dia seguinte...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

13 para 14 *

Na noite antes, o meu pai chama-me, vou ao quarto e ele pede-me para acender a luz, para que? perguntei-me eu, e ele, era só para te ver uma última vez com 13 anos, eu ri-me, mas realmente foi aí e quando comecei a receber imensas mensagens a meia-noite que me apercebi disso, já tenho 14 anos, olhei para trás e lembro-me exactamente do dia dos meus 13 anos, no dia 13 de Maio de 2009, estava a chover, muito e nem vale a pena dizer o que aconteceu... Digo apenas numa palavra, perfeito. Este ano nem sei bem o que foi, foi bom, mas talvez tu nem sequer me teres dirigido uma palavra tenha contribuído para isso, continuas inutilmente a ser importante para mim, não me perguntes porque, já não é aquilo que era, mas acho que sempre vais ser aquela coisa, gostava de não me referir a ti assim, porque não devo e também porque não é isso que te vai trazer de volta. Lembraste do dia 13 de Maio de 2009? em que eu falava contigo todos os dias, em que eras o meu melhor amigo e que tínhamos a amizade perfeita, bastou um ano para tudo mudar, nem isso conseguimos manter, nem uma palavra conseguimos trocar, nem os parabéns me foste capaz de dar embora eu ache que isso seja uma coisa estúpida. Eu prometi a mim mesma que nunca mais ia falar de ti, mas parece que não consegui.
Sabes aquele objecto que eu pensava que nos unia? rebentou, ontem enquanto eu tentava ser feliz.
E hoje o meu pai chegou a casa e disse que eu estava diferente, que estava mais velha.

domingo, 9 de maio de 2010

Palavras.

Se esperares sempre menos, nunca te desiludes e não vais parar de te surpreender :)
Podemos juntar simples palavras que parecem não ter nenhum significado, que parecem de alguma forma loucas, mas damos-lhe alguma razão, temos alguns momentos em que as palavras saem sem termos de lhes pedir, e outras em que estão tão presas lá dentro por alguma razão que não querem saber de nada e nos deixam literalmente na merd* mas para que tanta coisa, cada um de nós tem os seus momentos, as suas frases e as suas próprias palavras com significados tão diferentes ou tão iguais, mentiras de verdades, ódios de paixões, imensidões de adjectivos, de nomes, de sentimentos que nos permitem chegar a uma conclusão um pouco confusa, que nos permitem um sorriso ou uma lágrima, mas acima de tudo são conjuntos de letras que com um conjunto de acções motoras nos fazem sonhar, e consequentemente viver cada dia de uma forma diferente.

terça-feira, 4 de maio de 2010

É assim...

Pergunto a mim mesma a razão de simplesmente ser assim, mas não há resposta, tudo acontece por uma razão. As palavras repetem-se, os sentimentos desesperam, o amor inflama, a chama queima, as lágrimas doem, o sofrimento é inimaginável e persistente.

domingo, 2 de maio de 2010

Para onde foste?








Hoje acordei, fui ao telemóvel, reparei que era cedo, muito cedo, tinha uma mensagem não era de quem eu queria, mas muito sinceramente nem sei de quem é que quero, tuas já não as tenho, mas também não as quero, passei a desprezar-te mais do que a amar-te. Hoje perguntaram-me se me podiam fazer uma pergunta, eu pensei que estupidez, ao dizer isso já me estão a fazer uma pergunta, respondi que sim, perguntaram-me se ainda gostava de ti, vi-me lidar com essa pergunta sem ter uma reposta, não menti, disse que não sabia mas que fazias parte do meu passado, e que estavas a ficar lá, irónico não? Como é que se pode esquecer uma coisa assim de um momento para outro, acho que não é possível, mas perdeste a tua importância, acho que não me merecias, ou talvez eu não te merece-se a ti, mas acho que quem errou foste tu e não eu, não me arrependo. vejo que agora a felicidade paira no ar, a tua oportunidade finalmente chegou, e estás a aproveitá-la, fico feliz por ti. Quem me dera não ter de te enfrentar todos os dias, tornaria a minha tarefa muito mais fácil, acho que agora estou mais... não sei, acho que estou diferente, não por ti, mas por tudo o que me fizeste, estou mais desconfiada, menos aberta, mais fria... Nem sabes como é que eu fiquei, quando me disseram isso, fiquei tão magoada, mas não te culpo, afinal o coitadinho sempre foste tu. Fiz o certo, enfrentei a verdade com mentira e a incerteza invadiu-me. Sinto falta, mas não é do suposto tu, deste que agora existe, sinto falta do outro, daquele que residia em ti à um ano atrás.