É impressionaste como isto pode ter um efeito tão grande, o ódio e o amor encontram-se e chocam, não sei que lado escolher, não sei qual o sentimento mais forte, sei que ódio não é, mas também não sei eu outro nome lhe chamar, talvez sofrimento constante chegue, mas não sei se é forte o suficiente. O sol queima-me a cara, mas acima de tudo o coração, porque ele está lá dentro, bate e não pára. Mas tem um buraco, um buraco feito com muito cuidado e atenção com intenção de preenche-lo, mas isso não aconteceu, começou mas não acabou e o buraco continua a aumentar e a tornar-se mais fundo, mas não se preenche como deveria.
Qualquer dia o buraco vai tornar-se tão grande que vai tomar conta de mim, que vai dar comigo em louca, que me vai levar a fazer loucuras que nem sei que existem, que penso fazê-las e só não as faço porque parece que ainda tenho auto-controlo suficiente para não o fazer, porque neste momento a única dor maior que esta é a morte, é o acto de desaparecer, de deixar de existir, de deixar de respirar, porque ele de certa forma é a minha vida, e eu não posso viver com ele morto, morto num sentido figurado, mas é como se estivesse. Não sei se morreu para sempre, mas isto foi o suficiente para eu me sentir assim, para eu me sentir a morrer por dentro, com vontade de não existir, de sorrir e acima de tudo retirou-me a vontade de viver.
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